CONTOS E OUTROS TEXTOS... no Solar




POBRE ANIMAL

Caro amigo inimigo do ambiente, escrevo este texto para chamar a tua atenção pelo seguinte: pelo facto de o amigo omnívero, como seja come tudo que lhe aparece pela frente digo no prato. A carne de qualquer espécie do pobre animal, esse comportamento para além de mau é muito triste, já que assim agindo sendo já se alimentando viverá menos tempo comparativamente a quem seja sómente vegetariano, alguém se alimente por também e de alguma forma ou por apenas do que produzem os animais, pois, os animais produzem para ti, trabalham para ti, a título de exemplo, produzem: leite queijo iogurtes ovos mel lã etc. Não obstante fazem parte do ecossistema, nascem crecem vivem morrem pelo ambiente, pelo planeta e por ti! Deu para perceber? Então porque matá-los? Porque comê-los? Já sei a resposta, por desconhecimento, como seja por falta desta parte da educação em elucidação, esta deontologia, este código que escrevi para ti, para nós com o intuito de: nos ajudemos uns aos outros icluindo os animais.
Os animais de toda a espécie existentes, são seres vivos, não só mas também perante Deus seu criador, serão sempre iguais a nós enquanto criaturas, enquanto seres viventes não tem outro sítio local para viverem suas vidas sua procriação, senão no planeta terra...assim sendo como nós mesmos, há outros planetas possivelmente habitáveis respiráveis, mas, eles e nós realmente encontramo nos a milhares de anos luz, por conseguinte, humanos ou animais enquanto vivos, não teremos outro planeta tão próximo senão a terra para vivermos nossas vidas, e porquê não viver em harmonia...em paz? 
Toda carne animal contém cancros malígnos, é por isso que é recomendado por exemplo na carne assada, que seja bem passada para eliminar a maior parte dos cancros contidos, mas jamais são absolutamente eliminados da carne. É por essa razão que ao comermos carne do pobre animal embora muito apreciada apetecível no momento da ingestão, (por apenas questão psicilógica já que passando pela boca língua papilas gustativas) já não lhe sentimos o paladar, entretanto mais adiante a digestão torna-se muito mais difícil e já nos provoca azia. Não obstante as células cancerígenas seguem o seu curso para o sangue segregadas pelo fígado pelo pâncreas, onde enfim por fim e são também misturadas com outros tipos de cancros como os diversos cancros do tabaco (para fumadores activos ou passivos) dos quais somos todos, cujos cancros são em grande número redondo: Quarenta! 
Deste modo peculiar, elucido ao leitor carnívoro omnívero, que toda carne animal incluindo a carne do nosso corpo, a humana, contém o omega sete, proteinas nutrientes células também para nosso benefício muitas delas essenciais à nossa própria sobrevivência, é apresentado é visível no nosso corpo aqui em forma de brilho na pele, seja: é o brilho que tem a nossa pele: uma gordura a que a ciência chama de omega sete! Também obtemos o omega sete de forma natural pelos raios solares, claro fora do horário onze dezasseis.
Como ingerir o omega sete se eu próprio condeno a matança de animais? Fácil! O omega sete também existe nas nozes e no azeite em igualdade de proporção existente no animal, ou nos raios solares, igual em proteinas e nutrientes que o omega sete da carne, como seja, o omega sete existente na gordura animal, existe igualmente em dose e igualdade de proporção por forma de nutrientes gordos naturais igualmente nas nozes e no azeite, em amendoas em outras tantas sementes, como o amendoim que para além de conter o omega sete, contém deste modo: Boro, elemento revigorante fortificante favorável ao ser humano, tal boro é existente também nas algas marinhas, brisa marítima e sal.
Não te peço que deixes de comer o pobre animal de repente, mas que faças, façamos esforços de e em pensamento, um plano de acção para modificar esta situação extremamente precária, por exemplo a vinte e um de Dezembro de dois mil e doze o planeta muda, com uma atitude positiva em massa...a nível planetário global, inclui te neste novo homem que não come animais, os animais já te agradecem e admiram pela decisão, eu já desisti de comer animais, já faço vegetarismo ha mais de um ano, já comecei e tu? Quando começas a não comer o pobre animal? Ou animais? Coragem! Tu consegues, é que tu, assim como todos os animais também conténs ómega sete no corpo, certamente não gostarias que alguns poucos leões te comessem pelo teu ómega sete! Força aí...muda de vida investiga-te e estuda-te, eu já isso faço...este escrito é será para ajudar os animais e a ti...abraço cientifico ♥

Fim
Alfredo Magalhães Júnior 04/10/12









HORIZONTE


Certa vez alguém chegou ao céu e pediu para falar com Deus. Segundo o seu ponto de vista, havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido. Deus atendeu de imediato, curioso por saber qual era a falha que havia na criação.

-Senhor, sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser, mas, no meu ponto de vista, tem uma coisa que não serve para nada.

-E que coisa é essa que não serve para nada? - perguntou Deus.

- É o horizonte. Para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo em sua direção, ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos. Isto não faz sentido! O horizonte não serve pra nada.



Deus sorriu e disse:




- Mas é justamente para isso que serve o horizonte... para fazê-lo caminhar e nunca desistir de lutar pelo amanhã.




Edleuza Nogueira Fonseca
















" VAZIO "

Tento arrancar da alma, a aflição, sou poço fundo como se houvera dentro do meu peito uma mão que aperta o meu coração, então eu escrevo.
Tenho um coração com uma dor que não defino, cuja única poesia é não querer viver de vésperas e o passado, que tentou penetrar no meu presente foi escorraçado pela desesperança e levado de volta ao seu tempo, no começo de mim.
M

inhas memórias estão latentes, já que memórias são mentirosas. Então desertei delas.
Com a memória é assim, e também com a verdade.
Nenhuma delas é absoluta.
As minhas verdades são apenas minhas, assim como minhas lembranças (que resolvi abdicar), sendo que a partir de hoje meu passado habita seu devido lugar. Minha realidade está na curva da esquina, espreitando, e na hora certa vai me por contra a parede, e eu não tenho escapatória.
E no presente do indicativo, que é apenas um tempo verbal que define o meu agora, preciso apenas conseguir domar a fera que me reside e me corrói, de forma tal que me desafia encontrar sentido na vida.
Preciso reencontrar a vontade de viver, e vontade de viver não se compra em farmácias, bares, lojas de sapatos ou em lugar nenhum que eu tenha conhecimento.
Vontade é um querer bem forte, mas é coisa impalpável, assim como o amor.
Não se obriga o amor e não se mata o amor.
O amor brota aleatoriamente, num canteiro inesperado dentro da alma das pessoas. É um estabelecer-se sem domínio, sem domesticidade, sem prisão. Não há que se amarrar ou libertar o amor. Ele é por si só o que é.
E acontece exatamente assim com a vontade de viver.
Resta semear e ter uma esperança muito grande (que se chama fé), que a semente vingue. Regar ajuda...
Germinar ou não é obra do acaso ou de uma força alheia a nossa compreensão.
A despeito da minha insuficiência de vontade, ainda percebo a grandeza e a beleza de estar viva. Percebo a benção em poder me levantar, respirar, seguir a vida, e a vida em si é uma dádiva. Eu bem sei.
Mas quem há de curar-me esse sentimento de impotência de aflição e descasos que carrego do meu lado de dentro? O que será que me falta para que esse desgosto ingrato deixe meu peito em paz?
Não é melancolia, nem é tristeza. Já até pensei que fosse, mas não é. Sei que Amy May Dye é o seu nome, e vive dentro de mim. Não é nada compreensivelmente traduzido por inclemências sensatas e analíticas.
É só uma desmesurada ausência de esperança. É um buraco negro que anda a engolir-me os sonhos, as expectativa, e a fé.
Ai a fé...
Essa força misteriosa que habita as almas mais felizes ou resignadas.
Hoje eu estou que é um desencanto só, e por falar em desencanto, nem minha voz é a mesma, nem meu canto... Daí meus olhos se entristecem ainda mais ao ver minha figura assim tão fragilmente acuada.
E meu coração...
Está este tão cansado de andar por aqui há tanto tempo, que tenho a sensação de ser secular, como o Jequitibá rosa solitário que resiste corajosamente pela metade no horizonte da minha cidade.
Resta-me ao menos o indiscutível prazer de escrever.
Fazer poemas me mantém viva e por isso, não me importa caso meus versos sejam tristes, e por ser questão de sobrevivência, continuo, porque amo você JÔ.
Escrevo, escrevo e escrevo, numa desesperada tentativa de aliviar o peito, de lavar a alma, de aniquilar essa dor que não passa e a despeito dessa imensidão de ausências que me habita, a poesia ainda me alimenta.
Viver é uma ciência, mas querer viver é a verdadeira arte.



Rosangela Ferris







moldura 
"... na verdade, esta moldura é a minha prisão... de tão perfeitos traços me retrataste que me sinto afogada neles como se eles fossem a minha própria alma, o cerne do amor que nos inundava enquanto a vida me era dada para viver... lembras-te, meu amor, de todas aquelas cartas que te escrevi enquanto presa dentro de outras grades, linhas estreitas que me afastavam de ti ou que te afastaram de mim... nunca soube o porquê e essa dúvida, que ainda hoje, aqui de cima mantenho, será a minha companhia na eternidade... é ela também que me concede a possibilidade de te ver aí olhando-me aqui nesta parede nua, dentro de mim mesma vazia e tão prenhe de linhas com que me vestiste naquela manhã na cozinha no banco sentada, rindo-me da tua certeza... meu amor, a paz que me preenche não retira a dor que mantive e que comigo trouxe; a paz que me preenche é uma paz por amor a ti mas a dor essa jamais sairá de mim; é um pouco como eu nestes riscos presente na tua mente quando daí em baixo me olhas... resta-me a doçura da lágrima que vejo cair da tua face nesse chão carcomido pelo tempo que não nos foi concedido... dor de mim em teu peito também ele dorido..."


Joaquim Nogueira



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